A Anapolina chegou ao Campeonato Brasileiro de 1982 embalada pelo campeonato goiano de 1981 e manteve praticamente toda a base da equipe comandada pelo técnico Bugue. As principais novidades foram as contratações do goleiro Déo, que deu segurança à defesa, e do ponta-direita Roldão. O restante do time preservou jogadores importantes como Vinícius, Sídnei, Paulo Néli, Nilton, Paulo Sérgio, Nei, Mateus e o centroavante Sávio, principal referência ofensiva. O meio-campo, formado por Paulo Sérgio, Nei e Mateus, era considerado o ponto forte da equipe, enquanto Sávio, conhecido como "Guerreiro", já era ídolo da torcida após o excelente desempenho no Campeonato Goiano de 1981.
Na primeira fase do Brasileirão, a Anapolina foi sorteada para o Grupo H, ao lado de Londrina, Joinville, XV de Jaú e Internacional de Santa Maria. A estreia terminou empatada em 1 a 1 diante do XV de Jaú, mas a equipe rapidamente se recuperou ao vencer o Londrina por 3 a 1, com três gols de Sávio. Em seguida, empatou sem gols com o Internacional de Santa Maria e derrotou o Joinville por 1 a 0, novamente com gol de Sávio. A única derrota da fase veio fora de casa para o Londrina, por 1 a 0. Depois disso, a Anapolina voltou a mostrar sua força ao vencer o Internacional de Santa Maria por 3 a 1, com mais três gols de Sávio, superou o Joinville por 4 a 2 e encerrou a fase derrotando o XV de Jaú por 3 a 2. Com cinco vitórias, um empate e apenas uma derrota, terminou na liderança do grupo, somando 12 pontos e garantindo classificação direta para a segunda fase.
Na etapa seguinte, a Anapolina passou a enfrentar clubes tradicionais do futebol brasileiro. Integrando o Grupo P, enfrentou Moto Club, Fluminense e Cruzeiro. A estreia foi uma derrota por 1 a 0 para o Moto Club, em São Luís, quando atuou desfalcada. A reação veio diante da torcida, no Estádio Jonas Duarte. Primeiro, venceu o Fluminense por 3 a 1, com dois gols de Sávio e um de Mateus. Três dias depois, derrotou o Cruzeiro por 1 a 0, novamente com gol de Sávio, resultado que consolidou a fama do Jonas Duarte como um dos estádios mais difíceis da competição.